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Tratamentos de ombro, cotovelo e traumatologia
São 22 condições e procedimentos do membro superior atendidos em Brasília. Cada página explica o que é a condição, quais sintomas produz, como o diagnóstico é feito e quais são as opções de tratamento, do conservador ao cirúrgico.
10 tratamentos
Condições de ombro
Lesão do manguito rotador
O manguito rotador é o conjunto de quatro tendões que estabiliza o ombro e permite levantar e girar o braço. A lesão acontece quando um desses tendões inflama, desgasta ou rompe — por sobrecarga repetida, envelhecimento do tendão ou trauma. O sinal mais característico é dor ao elevar o braço acima da cabeça e dor noturna ao deitar sobre o lado afetado. O diagnóstico combina exame clínico com ultrassonografia ou ressonância magnética, e o tratamento varia da fisioterapia orientada ao reparo por artroscopia, conforme o tamanho da lesão, a idade e a demanda funcional do paciente.
Ver tratamentoTendinite e bursite do ombro
Tendinite do ombro é a inflamação e a degeneração de um tendão do manguito rotador, mais comumente o supraespinhal. Bursite é a inflamação da bursa subacromial, a bolsa que amortece o deslizamento desse tendão sob o acrômio. As duas costumam aparecer juntas e provocam dor na face lateral do ombro, que piora ao levantar o braço e ao deitar sobre o lado afetado. O tratamento é conservador na grande maioria dos casos: reabilitação dirigida, ajuste de carga e controle da inflamação.
Ver tratamentoSíndrome do impacto do ombro
A síndrome do impacto do ombro ocorre quando os tendões do manguito rotador e a bursa são comprimidos contra o acrômio durante a elevação do braço. O resultado é dor entre 60 e 120 graus de elevação — o arco doloroso —, com piora em atividades acima da cabeça. A compressão pode vir do formato do acrômio, de um desequilíbrio no controle da escápula ou do próprio espessamento inflamatório dos tecidos. O tratamento é conservador na maioria dos casos, e a descompressão por artroscopia fica reservada aos quadros resistentes.
Ver tratamentoOmbro congelado (capsulite adesiva)
Ombro congelado, ou capsulite adesiva, é a inflamação e o espessamento progressivo da cápsula articular do ombro, que se retrai e limita o movimento em todas as direções. A característica que o distingue de outras dores de ombro é a perda de movimento também quando outra pessoa tenta mover o braço — a chamada limitação passiva. Evolui em fases (dor, rigidez e degelo) e tem forte associação com diabetes e alterações da tireoide. O tratamento é conservador na maioria dos casos, com fisioterapia dirigida e controle da dor.
Ver tratamentoLuxação e instabilidade do ombro
A luxação do ombro acontece quando a cabeça do úmero sai completamente da glenoide, a superfície da escápula que forma a articulação. Como o ombro é a articulação mais móvel do corpo, ele também é o que mais luxa. Após o primeiro episódio, as estruturas que seguravam a articulação — em especial o lábio glenoidal — costumam ficar lesionadas, o que gera instabilidade: a sensação recorrente de que o ombro vai sair do lugar. O risco de novos episódios é maior em pacientes jovens e atletas, grupo em que a correção cirúrgica é mais frequentemente indicada.
Ver tratamentoArtrose do ombro
A artrose do ombro, ou omartrose, é o desgaste progressivo da cartilagem que reveste a cabeça do úmero e a glenoide. Sem essa camada de deslizamento, osso passa a atritar contra osso, o que produz dor profunda, rigidez e crepitação durante o movimento. Pode ser primária, ligada ao envelhecimento, ou secundária a fraturas, luxações de repetição e lesões extensas e antigas do manguito rotador. O tratamento inicial é conservador, e a artroplastia é considerada quando a dor e a limitação comprometem a vida diária.
Ver tratamentoLesão SLAP e do tendão do bíceps
A lesão SLAP é o descolamento da porção superior do lábio glenoidal, no ponto exato em que o tendão da cabeça longa do bíceps se ancora dentro do ombro. Provoca dor profunda na frente do ombro, estalos e perda de potência em gestos de arremesso ou de levantamento acima da cabeça. É frequente em atletas de arremesso e em quem faz treino de força, e também aparece após quedas com o braço estendido. O tratamento começa conservador, e a conduta cirúrgica varia entre reparo do lábio e procedimentos sobre o próprio tendão do bíceps, conforme idade e demanda.
Ver tratamentoTendinite calcária do ombro
A tendinite calcária do ombro é o depósito de cristais de cálcio dentro de um tendão do manguito rotador, mais frequentemente o supraespinhal. Sua marca é a dor que pode surgir de forma súbita e desproporcional, muitas vezes sem trauma, chegando a impedir qualquer movimento do braço na fase aguda. O depósito tende a passar por ciclos e pode ser reabsorvido pelo próprio organismo. O tratamento é conservador na maior parte dos casos, com controle da dor, fisioterapia e, quando indicado, procedimentos para remover ou fragmentar o depósito.
Ver tratamentoArtroscopia de ombro
A artroscopia de ombro é uma técnica cirúrgica em que uma câmera de poucos milímetros e instrumentos finos são introduzidos na articulação através de pequenos portais na pele. Ela permite diagnosticar e tratar lesões do manguito rotador, do lábio glenoidal, da bursa e do tendão do bíceps sem abrir amplamente o ombro. Comparada à cirurgia aberta, costuma envolver incisões menores, menos agressão aos tecidos ao redor e menos dor no período inicial. A indicação depende da lesão específica, e nem toda condição do ombro é tratável por essa via.
Ver tratamentoPrótese de ombro (artroplastia)
A artroplastia do ombro substitui as superfícies articulares desgastadas por componentes protéticos, com o objetivo de reduzir a dor e recuperar função. Existem dois grandes tipos: a prótese anatômica, que reproduz a geometria original e depende de um manguito rotador funcionante, e a prótese reversa, que inverte a articulação para que o músculo deltoide assuma a elevação do braço — indicada quando o manguito está irreparável. A escolha depende do estado dos tendões, do desgaste ósseo, da idade e da demanda funcional de cada paciente.
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8 tratamentos
Condições de cotovelo
Epicondilite lateral (cotovelo de tenista)
A epicondilite lateral, conhecida como cotovelo de tenista, é a degeneração dos tendões extensores do punho no ponto em que se inserem na face externa do cotovelo — principalmente o extensor radial curto do carpo. A dor aparece na parte de fora do cotovelo e piora ao segurar objetos, apertar a mão, girar maçanetas ou levantar um copo. Apesar do nome, a maioria dos pacientes não pratica tênis: a causa mais comum é a sobrecarga repetida em atividades de trabalho e do dia a dia. O tratamento é conservador na grande maioria dos casos.
Ver tratamentoEpicondilite medial (cotovelo de golfista)
A epicondilite medial, ou cotovelo de golfista, é a degeneração dos tendões flexores e pronadores do antebraço no ponto em que se inserem na face interna do cotovelo. A dor se concentra na parte de dentro da articulação e piora ao fechar a mão com força, girar o antebraço ou carregar peso com a palma voltada para cima. É menos frequente que a epicondilite lateral e pode vir acompanhada de sintomas do nervo ulnar, que passa logo atrás dessa mesma região. O tratamento é conservador na maioria dos casos.
Ver tratamentoBursite do cotovelo
A bursite do cotovelo é a inflamação da bursa olecraniana, uma bolsa localizada logo sob a pele, na ponta do cotovelo. O sinal mais visível é um inchaço arredondado e bem delimitado nessa região, que pode ser indolor ou vir acompanhado de dor, calor e vermelhidão. As causas mais comuns são apoio repetido do cotovelo em superfícies duras, trauma direto, doenças inflamatórias e infecção. Diferenciar a bursite inflamatória da infecciosa é a prioridade da avaliação, porque as duas têm tratamentos completamente distintos.
Ver tratamentoSíndrome do túnel cubital
A síndrome do túnel cubital é a compressão do nervo ulnar no túnel que ele atravessa atrás da face interna do cotovelo. Provoca formigamento e dormência nos dedos anelar e mínimo, com piora quando o cotovelo fica dobrado por muito tempo — falar ao telefone, dirigir ou dormir com o braço flexionado. Em quadros mais avançados, surge perda de força de pinça e da destreza fina da mão. O tratamento começa com medidas comportamentais e órtese noturna, e a descompressão cirúrgica é indicada quando há progressão ou perda motora.
Ver tratamentoRuptura do bíceps distal
A ruptura do tendão distal do bíceps é o desprendimento do tendão de sua inserção no rádio, no cotovelo. Costuma ocorrer em um episódio único e bem lembrado pelo paciente: um esforço súbito de levantamento com o cotovelo dobrado, acompanhado de estalo, dor aguda e, em seguida, mudança no contorno do braço. A perda funcional mais marcante é a força de supinação — girar o antebraço para virar a palma para cima. É uma lesão em que a avaliação precoce importa, porque o reparo tende a ser tecnicamente mais favorável nas primeiras semanas.
Ver tratamentoRigidez do cotovelo
A rigidez do cotovelo é a perda de amplitude de movimento para esticar, dobrar ou girar o antebraço. O cotovelo é uma das articulações mais propensas a enrijecer do corpo: sua cápsula reage intensamente a trauma, cirurgia e imobilização, formando tecido cicatricial que limita o movimento. Como muitas atividades diárias exigem uma faixa específica de flexão e extensão, perdas relativamente pequenas já produzem limitação funcional importante. O tratamento vai da reabilitação dirigida à artrólise, cirurgia que libera as estruturas retraídas.
Ver tratamentoArtrose do cotovelo
A artrose do cotovelo é o desgaste da cartilagem articular acompanhado da formação de osteófitos nas bordas da articulação. Diferente da artrose de joelho e quadril, ela é menos comum e, com frequência, decorre de trauma prévio ou de uso pesado e repetido do membro superior. A queixa típica não é dor constante, e sim dor nos extremos do movimento, perda progressiva da extensão e episódios de travamento causados por corpos livres. O tratamento inicial é conservador, e a cirurgia é indicada conforme o padrão do desgaste e a limitação funcional.
Ver tratamentoLuxação e instabilidade do cotovelo
A luxação do cotovelo é a perda completa do contato entre as superfícies articulares, geralmente após queda com a mão apoiada e o cotovelo em extensão. É a segunda articulação que mais luxa em adultos, atrás apenas do ombro. Pode ser simples, quando envolve apenas ligamentos, ou complexa, quando vem acompanhada de fraturas — situação de prognóstico mais reservado. Depois da redução, o desafio é equilibrar estabilidade e movimento precoce, porque o cotovelo enrijece com facilidade quando imobilizado por muito tempo.
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4 tratamentos
Traumatologia e fraturas
Fratura de clavícula
A fratura de clavícula é uma das lesões mais frequentes do membro superior, geralmente causada por queda sobre o ombro em quedas de bicicleta, moto e esportes de contato. A maior parte ocorre no terço médio do osso. Nem toda fratura de clavícula precisa de cirurgia: fraturas pouco desviadas costumam consolidar bem com tipoia e acompanhamento. A indicação cirúrgica é considerada quando há encurtamento importante, desvio significativo, fratura exposta, risco para a pele ou fraturas em pacientes com alta demanda funcional.
Ver tratamentoFratura do úmero
O úmero é o osso do braço, e suas fraturas podem ocorrer na extremidade proximal (junto ao ombro), na diáfise (o corpo do osso) ou na extremidade distal (junto ao cotovelo). As fraturas do úmero proximal são muito frequentes em pessoas acima dos 60 anos após queda da própria altura, enquanto as fraturas da diáfise costumam vir de traumas de maior energia. Boa parte das fraturas proximais pouco desviadas é tratada sem cirurgia. A conduta depende do número de fragmentos, do desvio, da qualidade óssea e da demanda funcional do paciente.
Ver tratamentoFratura do cotovelo
As fraturas do cotovelo envolvem principalmente o olécrano (a ponta do cotovelo), a cabeça do rádio e a extremidade distal do úmero. Costumam ocorrer após queda com a mão apoiada ou trauma direto sobre a articulação. Como o cotovelo é uma articulação de encaixe preciso e com forte tendência à rigidez, o tratamento busca restaurar a superfície articular e permitir movimento o mais cedo possível com segurança. Boa parte das fraturas desviadas tem indicação cirúrgica, enquanto fraturas estáveis e alinhadas podem ser tratadas com imobilização curta.
Ver tratamentoPseudartrose e consolidação viciosa
Pseudartrose é a falha de consolidação de uma fratura: passado o tempo esperado, o osso não uniu e o foco permanece móvel e doloroso. Consolidação viciosa é a situação em que o osso consolidou, porém em posição inadequada, com desvio angular, rotacional ou encurtamento que compromete a função. As duas são complicações do tratamento de fraturas e têm causas identificáveis — instabilidade da fixação, infecção, tabagismo, comprometimento da vascularização, alterações metabólicas. O tratamento parte de descobrir por que a consolidação falhou antes de simplesmente operar de novo.
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