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Dr. José Inácio de Almeida Neto

Ombro · Brasília

Prótese de ombro e artroplastia em Brasília

A artroplastia do ombro substitui as superfícies articulares desgastadas por componentes protéticos, com o objetivo de reduzir a dor e recuperar função. Existem dois grandes tipos: a prótese anatômica, que reproduz a geometria original e depende de um manguito rotador funcionante, e a prótese reversa, que inverte a articulação para que o músculo deltoide assuma a elevação do braço — indicada quando o manguito está irreparável. A escolha depende do estado dos tendões, do desgaste ósseo, da idade e da demanda funcional de cada paciente.

O que é prótese de ombro (artroplastia)

Dr. José Inácio sentado em seu consultório, ao lado de um modelo anatômico de joelho

A indicação de artroplastia surge quando a dor e a limitação passam a comprometer atividades básicas e as medidas conservadoras já não sustentam qualidade de vida. As causas mais comuns são a artrose primária, a artropatia do manguito rotador, sequelas de fraturas e a osteonecrose da cabeça do úmero.

O planejamento é uma etapa central e costuma incluir tomografia para avaliar a orientação e o desgaste da glenoide. Definir o tipo de implante, o tamanho dos componentes e a estratégia para eventuais falhas ósseas antes de entrar no centro cirúrgico é o que reduz surpresas durante o procedimento.

Também conhecido como

  • Artroplastia do ombro
  • Prótese reversa de ombro
  • Substituição articular do ombro

Sintomas

  • Dor no ombro em repouso e à noite, resistente ao tratamento conservador
  • Perda importante de movimento, sobretudo de rotação
  • Incapacidade de elevar o braço nos casos de artropatia do manguito
  • Limitação para atividades básicas: vestir-se, higiene, alimentação
  • Sequela dolorosa de fratura antiga do ombro

Causas e fatores de risco

  • Artrose primária do ombro (omartrose)
  • Artropatia do manguito rotador, com rupturas extensas e irreparáveis
  • Sequelas de fraturas da extremidade proximal do úmero
  • Osteonecrose da cabeça do úmero
  • Artrite reumatoide e outras artropatias inflamatórias

Como é feito o diagnóstico

  • Exame clínico com avaliação da amplitude e da função do deltoide e do manguito
  • Radiografias em incidências padronizadas
  • Tomografia computadorizada para planejamento tridimensional da glenoide
  • Ressonância magnética quando é necessário avaliar a integridade dos tendões
  • Avaliação clínica pré-operatória e otimização de comorbidades

Opções de tratamento

Tratamento conservador

Esgotamento das medidas conservadoras

Reabilitação, controle medicamentoso da dor e adaptação de atividades são conduzidos antes da indicação, salvo em situações específicas de sequela ou fratura.

Tratamento cirúrgico

Artroplastia total anatômica

Substitui cabeça do úmero e glenoide reproduzindo a anatomia original. Requer manguito rotador íntegro e funcionante, e costuma oferecer boa recuperação de rotação.

Artroplastia reversa

Inverte a geometria da articulação, transferindo ao deltoide a função de elevar o braço. Indicada na artropatia do manguito, em sequelas complexas e em fraturas selecionadas.

Hemiartroplastia

Substitui apenas o lado umeral. Indicação mais restrita, considerada em situações específicas de desgaste isolado ou de qualidade óssea da glenoide inadequada.

Recuperação e reabilitação

O protocolo de reabilitação difere entre prótese anatômica e reversa, especialmente no que diz respeito às rotações permitidas nas primeiras semanas.

O alívio da dor costuma preceder o ganho funcional, e a evolução é acompanhada por etapas em consultas de retorno.

Atividades de impacto e o levantamento de cargas elevadas são discutidos individualmente, considerando a durabilidade do implante.

Quando procurar um especialista

  • Dor no ombro que persiste apesar de tratamento conservador adequado
  • Perda de função que compromete a autonomia no dia a dia
  • Diagnóstico de artrose avançada ou artropatia do manguito
  • Sequela dolorosa de fratura prévia do ombro

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Revisado por Dr. José Inácio, CRM-DF 16891 · RQE 12355.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre prótese de ombro (artroplastia)

As perguntas que mais aparecem na consulta sobre este tema.

Quando a prótese de ombro é indicada?

Quando há desgaste articular significativo com dor e limitação que comprometem as atividades diárias, e as medidas conservadoras já não oferecem controle adequado. A decisão considera idade, demanda funcional, estado do manguito rotador e qualidade óssea.

Qual a diferença entre prótese anatômica e reversa?

A anatômica reproduz a geometria original e depende de um manguito rotador funcionante. A reversa inverte as superfícies e transfere ao deltoide a tarefa de elevar o braço, sendo a escolha quando o manguito está irreparável. São indicações distintas, não versões melhores ou piores uma da outra.

Vou recuperar todo o movimento do ombro?

A recuperação de amplitude varia conforme o tipo de prótese, o estado prévio dos tendões e da musculatura, e a adesão à reabilitação. O objetivo principal da artroplastia é o controle da dor associado a ganho funcional, e o que esperar em cada caso é discutido antes da cirurgia.

Existe idade mínima ou máxima para a artroplastia?

Não há um número fixo. A indicação leva em conta a demanda funcional, a expectativa de uso do implante ao longo da vida e as condições clínicas. Em pacientes mais jovens, o tempo de convivência com a prótese pesa bastante na discussão.

Posso praticar esporte com prótese de ombro?

Atividades de baixo impacto costumam ser compatíveis, enquanto esportes de contato e cargas muito elevadas exigem cautela pelo desgaste que impõem ao implante. As recomendações são individualizadas e definidas no acompanhamento pós-operatório.

Tratamentos relacionados

Condições que costumam aparecer junto

Quadros com sintomas próximos ou que compartilham a mesma estrutura anatômica.

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