Pular para o conteúdo
Dr. José Inácio de Almeida Neto

Traumatologia · Brasília

Fratura do úmero em Brasília

O úmero é o osso do braço, e suas fraturas podem ocorrer na extremidade proximal (junto ao ombro), na diáfise (o corpo do osso) ou na extremidade distal (junto ao cotovelo). As fraturas do úmero proximal são muito frequentes em pessoas acima dos 60 anos após queda da própria altura, enquanto as fraturas da diáfise costumam vir de traumas de maior energia. Boa parte das fraturas proximais pouco desviadas é tratada sem cirurgia. A conduta depende do número de fragmentos, do desvio, da qualidade óssea e da demanda funcional do paciente.

O que é fratura do úmero

Mulher de costas apoiando a mão sobre o ombro, com a região dolorida destacada em vermelho

A extremidade proximal do úmero é composta pela cabeça e por duas saliências ósseas onde se inserem os tendões do manguito rotador. Quando fratura, esses tendões tracionam os fragmentos em direções diferentes, o que determina o padrão de desvio e orienta a classificação da fratura.

Na diáfise do úmero há uma preocupação específica: o nervo radial corre em contato próximo com o osso e pode ser lesionado no trauma ou durante o tratamento. A avaliação da extensão do punho e dos dedos faz parte obrigatória do exame inicial e do acompanhamento dessas fraturas.

Também conhecido como

  • Fratura do braço
  • Fratura do úmero proximal
  • Fratura da cabeça do úmero

Sintomas

  • Dor intensa no braço ou no ombro após queda ou trauma
  • Incapacidade de mover o braço
  • Inchaço e hematoma extenso, que pode descer pelo braço e antebraço
  • Deformidade do braço nas fraturas da diáfise com desvio
  • Dificuldade para estender o punho e os dedos, quando há lesão do nervo radial

Causas e fatores de risco

  • Queda da própria altura em pacientes com osso fragilizado — mecanismo mais comum no úmero proximal
  • Acidentes de trânsito e quedas de altura
  • Trauma esportivo direto
  • Osteoporose, que reduz a resistência óssea
  • Fraturas patológicas, em osso comprometido por outra doença

Como é feito o diagnóstico

  • Exame clínico com avaliação neurovascular, incluindo teste específico do nervo radial
  • Radiografias em incidências padronizadas do ombro ou do braço
  • Tomografia computadorizada nas fraturas proximais com múltiplos fragmentos, para planejamento
  • Avaliação da qualidade óssea, relevante na escolha do implante

Opções de tratamento

Tratamento conservador

Tratamento conservador com imobilização

Indicado em boa parte das fraturas proximais pouco desviadas e em fraturas da diáfise com alinhamento aceitável, com uso de tipoia ou órtese funcional e acompanhamento radiográfico.

Reabilitação escalonada

Início precoce de movimentação passiva quando a estabilidade permite, para reduzir o risco de rigidez do ombro ou do cotovelo.

Tratamento cirúrgico

Osteossíntese com placa bloqueada

Fixação segundo os princípios AO, restabelecendo alinhamento e permitindo mobilização precoce. Indicada em fraturas desviadas e instáveis.

Haste intramedular

Opção em fraturas selecionadas da diáfise, com implante introduzido no canal medular do osso.

Artroplastia reversa em fraturas complexas

Considerada em fraturas do úmero proximal com múltiplos fragmentos em pacientes idosos, quando a reconstrução tem baixa chance de consolidar adequadamente.

Recuperação e reabilitação

A consolidação do úmero costuma ser acompanhada com radiografias seriadas, e o ritmo varia conforme a idade, o padrão da fratura e a qualidade óssea.

A prioridade da reabilitação é evitar rigidez, especialmente do ombro, que enrijece rapidamente quando imobilizado.

Nas fraturas com lesão do nervo radial, a recuperação neurológica é acompanhada separadamente e segue um curso próprio.

Quando procurar um especialista

  • Dor intensa e incapacidade de mover o braço após queda — atendimento imediato
  • Dificuldade para estender o punho ou os dedos após o trauma — urgência
  • Deformidade visível do braço
  • Fratura já diagnosticada, para definição de conduta e planejamento

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Revisado por Dr. José Inácio, CRM-DF 16891 · RQE 12355.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre fratura do úmero

As perguntas que mais aparecem na consulta sobre este tema.

Fratura do úmero sempre precisa de cirurgia?

Não. Muitas fraturas do úmero proximal com desvio pequeno consolidam bem com imobilização e reabilitação, assim como fraturas da diáfise com alinhamento aceitável. A cirurgia é indicada conforme desvio, número de fragmentos, estabilidade, qualidade óssea e demanda funcional.

O que significa lesão do nervo radial na fratura do braço?

O nervo radial passa muito próximo ao úmero e pode ser afetado no trauma. O sinal típico é dificuldade para estender o punho e os dedos. Na maioria dos casos ligados ao trauma fechado, há recuperação progressiva, e o acompanhamento define se alguma intervenção será necessária.

Por que idosos fraturam o úmero com queda simples?

A osteoporose reduz a resistência do osso, e a extremidade proximal do úmero é um dos locais mais afetados. Por isso uma queda da própria altura, que em um adulto jovem não causaria fratura, pode produzir uma lesão significativa nessa faixa etária.

Vou recuperar o movimento completo do ombro?

A recuperação depende do padrão da fratura, da qualidade óssea, da idade e da adesão à reabilitação. Alguma limitação residual é possível, especialmente em fraturas com múltiplos fragmentos. O que se espera em cada caso é discutido no acompanhamento, com metas de amplitude definidas por etapa.

Por que preciso começar a mover o braço tão cedo?

O ombro perde amplitude com rapidez quando fica imobilizado, e recuperar movimento é mais difícil do que preservá-lo. Quando a fixação ou o padrão da fratura permite, a movimentação precoce e protegida reduz bastante o risco de rigidez residual.

Tratamentos relacionados

Condições que costumam aparecer junto

Quadros com sintomas próximos ou que compartilham a mesma estrutura anatômica.

Agendamento

Vamos avaliar o seu caso com calma

Informe seu nome e telefone e a conversa começa no WhatsApp, com a equipe do consultório.

  • Avaliação com especialista em ombro, cotovelo e traumatologia
  • Explicação clara do diagnóstico e das opções de tratamento
  • Acompanhamento do pós-operatório até a alta
Agendar consulta