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Dr. José Inácio de Almeida Neto

Traumatologia · Brasília

Fratura do cotovelo em Brasília

As fraturas do cotovelo envolvem principalmente o olécrano (a ponta do cotovelo), a cabeça do rádio e a extremidade distal do úmero. Costumam ocorrer após queda com a mão apoiada ou trauma direto sobre a articulação. Como o cotovelo é uma articulação de encaixe preciso e com forte tendência à rigidez, o tratamento busca restaurar a superfície articular e permitir movimento o mais cedo possível com segurança. Boa parte das fraturas desviadas tem indicação cirúrgica, enquanto fraturas estáveis e alinhadas podem ser tratadas com imobilização curta.

O que é fratura do cotovelo

Médico examinando a articulação de um paciente durante consulta

O cotovelo é formado por três articulações dentro de uma mesma cápsula, e a congruência entre elas é o que permite dobrar, esticar e girar o antebraço. Uma fratura que deixa degrau na superfície articular compromete esse encaixe e aumenta o risco de artrose no futuro — por isso a redução anatômica é um objetivo central.

O segundo objetivo, tão importante quanto, é o movimento precoce. O cotovelo forma cicatriz com rapidez e enrijece se ficar imobilizado por muito tempo. Por isso a fixação, quando indicada, busca estabilidade suficiente para permitir mobilização segura em poucos dias ou semanas, e não apenas a consolidação do osso.

Também conhecido como

  • Fratura do olécrano
  • Fratura da cabeça do rádio
  • Fratura do úmero distal

Sintomas

  • Dor intensa no cotovelo após queda ou trauma direto
  • Incapacidade de esticar ou dobrar a articulação
  • Inchaço rápido e importante do cotovelo
  • Deformidade visível nos casos com desvio ou luxação associada
  • Dificuldade para girar o antebraço, sugestiva de fratura da cabeça do rádio

Causas e fatores de risco

  • Queda com a mão apoiada e o cotovelo semiestendido
  • Trauma direto sobre a ponta do cotovelo
  • Acidentes de trânsito e quedas de altura
  • Luxação do cotovelo com fraturas associadas
  • Osteoporose, que aumenta o risco em quedas de baixa energia

Como é feito o diagnóstico

  • Exame clínico com avaliação neurovascular, incluindo o nervo ulnar
  • Radiografias em incidências frontal e lateral do cotovelo
  • Tomografia computadorizada, frequentemente necessária pela complexidade da anatomia articular
  • Avaliação da estabilidade quando há suspeita de luxação associada

Opções de tratamento

Tratamento conservador

Imobilização curta e mobilização precoce

Indicada em fraturas estáveis e sem desvio, sobretudo em algumas fraturas da cabeça do rádio. O tempo de imobilização é o menor possível, pelo risco de rigidez.

Reabilitação orientada

Programa de recuperação de amplitude iniciado assim que a estabilidade permite, com progressão cuidadosa e sem alongamento agressivo.

Tratamento cirúrgico

Osteossíntese do olécrano

Fixação com banda de tensão ou placa, conforme o traço da fratura, restabelecendo a superfície articular e o mecanismo extensor do cotovelo.

Fixação ou substituição da cabeça do rádio

Fraturas com poucos fragmentos podem ser fixadas; fraturas cominutivas, sobretudo com instabilidade associada, podem exigir prótese da cabeça do rádio.

Fixação do úmero distal

Reconstrução da superfície articular com placas em configuração específica, seguindo os princípios AO, para permitir mobilização precoce.

Recuperação e reabilitação

O objetivo do pós-operatório é recuperar amplitude sem comprometer a fixação, com progressão definida em consulta.

Alguma perda de extensão terminal é um resultado frequente após fraturas do cotovelo, mesmo com tratamento adequado.

O acompanhamento inclui atenção à ossificação heterotópica e à evolução do nervo ulnar em fraturas de maior energia.

Quando procurar um especialista

  • Dor e incapacidade de mover o cotovelo após trauma — atendimento imediato
  • Deformidade do cotovelo ou suspeita de luxação — urgência
  • Formigamento nos dedos ou mão fria após o trauma — urgência
  • Cotovelo que não recupera movimento nas semanas seguintes à fratura

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Revisado por Dr. José Inácio, CRM-DF 16891 · RQE 12355.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre fratura do cotovelo

As perguntas que mais aparecem na consulta sobre este tema.

Toda fratura do cotovelo precisa de cirurgia?

Não. Fraturas estáveis e sem desvio, especialmente algumas da cabeça do rádio, podem ser tratadas com imobilização curta seguida de mobilização precoce. Fraturas com desvio, degrau articular ou instabilidade associada costumam ter indicação cirúrgica.

Por que o cotovelo fica rígido depois da fratura?

A cápsula do cotovelo reage intensamente ao trauma e ao sangramento, formando tecido cicatricial em pouco tempo. Somado ao encaixe ósseo complexo e à tendência à ossificação em tecidos moles, isso faz da rigidez a complicação mais frequente dessas fraturas.

Vou conseguir esticar o braço por completo de novo?

Uma perda pequena da extensão terminal é comum após fraturas do cotovelo. Na maioria dos casos ela não compromete as atividades diárias. Iniciar a movimentação assim que a estabilidade permite é o fator que mais contribui para reduzir essa limitação.

O que é prótese da cabeça do rádio?

É um implante que substitui a cabeça do rádio quando ela está fragmentada demais para ser fixada e sua remoção simples comprometeria a estabilidade do cotovelo. A indicação é mais frequente quando há luxação ou lesão ligamentar associada.

Preciso retirar os parafusos e placas depois?

Nem sempre. A retirada costuma ser considerada quando o implante causa incômodo, limita o movimento ou irrita estruturas vizinhas — situação relativamente frequente no olécrano, que é superficial. Quando indicada, é feita após a consolidação completa.

Tratamentos relacionados

Condições que costumam aparecer junto

Quadros com sintomas próximos ou que compartilham a mesma estrutura anatômica.

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