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Dr. José Inácio de Almeida Neto

Cotovelo · Brasília

Síndrome do túnel cubital em Brasília

A síndrome do túnel cubital é a compressão do nervo ulnar no túnel que ele atravessa atrás da face interna do cotovelo. Provoca formigamento e dormência nos dedos anelar e mínimo, com piora quando o cotovelo fica dobrado por muito tempo — falar ao telefone, dirigir ou dormir com o braço flexionado. Em quadros mais avançados, surge perda de força de pinça e da destreza fina da mão. O tratamento começa com medidas comportamentais e órtese noturna, e a descompressão cirúrgica é indicada quando há progressão ou perda motora.

O que é síndrome do túnel cubital

Detalhe das mãos de um profissional durante avaliação ortopédica

O nervo ulnar passa por um espaço estreito atrás da epitróclea, entre osso e ligamento. É o mesmo ponto que produz o choque característico quando batemos a região que popularmente chamam de osso da alegria. Quando o cotovelo dobra, o túnel se estreita e o nervo é tracionado — por isso a flexão prolongada é o gatilho mais comum dos sintomas.

É a segunda neuropatia compressiva mais frequente do membro superior, atrás apenas da síndrome do túnel do carpo. A diferença prática está na distribuição: o túnel do carpo afeta polegar, indicador e médio; o túnel cubital afeta o anelar e o mínimo. Identificar corretamente qual nervo está comprimido evita tratamento na região errada.

Também conhecido como

  • Compressão do nervo ulnar
  • Neuropatia do ulnar no cotovelo
  • Síndrome do túnel cubital

Sintomas

  • Formigamento e dormência nos dedos anelar e mínimo
  • Piora ao manter o cotovelo dobrado por período prolongado
  • Despertar noturno com a mão adormecida
  • Perda de força de pinça e dificuldade com movimentos finos, como abotoar
  • Nos casos avançados, atrofia da musculatura entre o polegar e o indicador

Causas e fatores de risco

  • Flexão prolongada e repetida do cotovelo, no trabalho ou durante o sono
  • Apoio repetido do cotovelo em superfícies duras, comprimindo o nervo
  • Trauma prévio ou sequela de fratura na região do cotovelo
  • Instabilidade do nervo, que escorrega do sulco durante a flexão
  • Artrose do cotovelo com osteófitos que reduzem o espaço do túnel

Como é feito o diagnóstico

  • Exame clínico com testes de provocação e avaliação da sensibilidade e da força
  • Eletroneuromiografia, que localiza o ponto de compressão e mede a gravidade
  • Ultrassonografia do nervo, útil para avaliar espessamento e instabilidade
  • Radiografia do cotovelo quando há suspeita de causa óssea

Opções de tratamento

Tratamento conservador

Mudança de hábitos posturais

Evitar flexão mantida do cotovelo e o apoio direto sobre a região. Ajustes simples na rotina de trabalho costumam produzir melhora significativa nos quadros iniciais.

Órtese noturna

Dispositivo que mantém o cotovelo em extensão relativa durante o sono, eliminando horas de compressão contínua do nervo.

Fisioterapia com deslizamento neural

Exercícios que melhoram a mobilidade do nervo dentro do túnel, associados ao trabalho de mobilidade do cotovelo e do punho.

Tratamento cirúrgico

Descompressão do nervo ulnar

Liberação cirúrgica do túnel, removendo as estruturas que comprimem o nervo. Indicada quando há progressão dos sintomas ou perda motora.

Transposição anterior do nervo

O nervo é reposicionado à frente do epicôndilo, retirando-o do túnel. Indicada especialmente quando há instabilidade do nervo ou alteração anatômica local.

Recuperação e reabilitação

A recuperação de um nervo comprimido é lenta e progressiva; a melhora do formigamento costuma preceder a recuperação de força.

Quadros de longa evolução, com atrofia muscular já instalada, tendem a ter recuperação mais limitada — motivo pelo qual o diagnóstico precoce importa.

Após a cirurgia, a movimentação é iniciada cedo, com progressão orientada conforme a técnica utilizada.

Quando procurar um especialista

  • Formigamento persistente nos dedos anelar e mínimo
  • Despertar noturno recorrente com a mão adormecida
  • Perda de força ou de destreza na mão
  • Qualquer sinal de atrofia da musculatura da mão — avaliação sem demora

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Revisado por Dr. José Inácio, CRM-DF 16891 · RQE 12355.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre síndrome do túnel cubital

As perguntas que mais aparecem na consulta sobre este tema.

Qual a diferença entre túnel cubital e túnel do carpo?

São nervos e locais diferentes. O túnel do carpo comprime o nervo mediano no punho e afeta polegar, indicador e médio. O túnel cubital comprime o nervo ulnar no cotovelo e afeta o anelar e o mínimo. A distribuição dos dedos formigando é a pista clínica mais útil.

Dormir com o braço dobrado causa o problema?

Dormir com o cotovelo muito flexionado mantém o nervo tracionado e comprimido por horas seguidas, o que agrava ou desencadeia os sintomas em quem já tem predisposição. É justamente por isso que a órtese noturna costuma ser uma das primeiras medidas do tratamento.

A síndrome do túnel cubital pode causar sequela?

Quando a compressão é prolongada e intensa, pode haver perda de fibras nervosas e atrofia da musculatura da mão, com recuperação incompleta mesmo após a descompressão. Esse risco é a principal razão para não postergar a avaliação diante de perda de força.

Preciso de eletroneuromiografia?

O exame é bastante útil para confirmar o local da compressão, estimar a gravidade e acompanhar a evolução, sobretudo quando se cogita cirurgia. Ainda assim, o diagnóstico é clínico: um exame normal não descarta o quadro se os sinais forem característicos.

A cirurgia resolve o formigamento?

A descompressão retira a causa mecânica, e a recuperação do nervo acontece de forma gradual nos meses seguintes. O grau de recuperação depende de quanto tempo o nervo ficou comprimido e do quanto já havia de comprometimento antes da cirurgia.

Tratamentos relacionados

Condições que costumam aparecer junto

Quadros com sintomas próximos ou que compartilham a mesma estrutura anatômica.

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