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Dr. José Inácio de Almeida Neto

Ombro · Brasília

Tendinite e bursite do ombro em Brasília

Tendinite do ombro é a inflamação e a degeneração de um tendão do manguito rotador, mais comumente o supraespinhal. Bursite é a inflamação da bursa subacromial, a bolsa que amortece o deslizamento desse tendão sob o acrômio. As duas costumam aparecer juntas e provocam dor na face lateral do ombro, que piora ao levantar o braço e ao deitar sobre o lado afetado. O tratamento é conservador na grande maioria dos casos: reabilitação dirigida, ajuste de carga e controle da inflamação.

O que é tendinite e bursite do ombro

Terapia manual aplicada na região das costas e ombros de um paciente

Entre a cabeça do úmero e o acrômio existe um espaço estreito por onde passam o tendão do supraespinhal e a bursa subacromial. Quando esse espaço é solicitado em excesso — trabalho com os braços acima da cabeça, treino mal dosado, um esforço fora do habitual — o tendão inflama e a bursa reage, engrossando e doendo.

Tendinite e bursite raramente são um diagnóstico final: costumam ser a manifestação de algo que está sobrecarregando o tendão, como um desequilíbrio da escápula, um acrômio de formato agressivo ou uma lesão do manguito em estágio inicial. Tratar apenas a inflamação, sem identificar a causa, é o motivo mais comum de a dor voltar meses depois.

Também conhecido como

  • Bursite subacromial
  • Tendinite do supraespinhal
  • Tendinopatia do ombro

Sintomas

  • Dor na face lateral do ombro, às vezes irradiando até o meio do braço
  • Piora ao levantar o braço entre 60 e 120 graus — o chamado arco doloroso
  • Dor ao deitar sobre o ombro afetado
  • Sensação de peso ou fadiga no braço em atividades acima da cabeça
  • Rigidez matinal que melhora com o movimento leve

Causas e fatores de risco

  • Sobrecarga repetida em atividades com o braço acima da cabeça
  • Aumento súbito de volume ou intensidade de treino
  • Desequilíbrio muscular entre manguito rotador e estabilizadores da escápula
  • Formato do acrômio que reduz o espaço subacromial
  • Postura com a escápula anteriorizada, comum em quem passa horas ao computador

Como é feito o diagnóstico

  • Exame clínico com testes de impacto e de força tendão a tendão
  • Ultrassonografia, que mostra o espessamento da bursa e o estado do tendão
  • Radiografia para avaliar o formato do acrômio e a presença de calcificações
  • Ressonância magnética quando há suspeita de ruptura associada

Opções de tratamento

Tratamento conservador

Fisioterapia com foco em controle escapular

Base do tratamento. Reequilibra a musculatura que posiciona a escápula e devolve espaço ao tendão, reduzindo o atrito que gera a inflamação.

Modulação da carga e da atividade

Retirada temporária do gesto que provoca a dor, com retomada progressiva. Repouso absoluto não é indicado: o tendão precisa de carga controlada para se reorganizar.

Medicação e infiltração guiada

Anti-inflamatório por período definido e, em quadros que não cedem, infiltração ecoguiada da bursa — recurso para destravar a reabilitação, sempre associado à fisioterapia.

Tratamento cirúrgico

Descompressão subacromial por artroscopia

Reservada aos casos que não respondem a um programa conservador bem conduzido, sobretudo quando há conflito anatômico documentado. O procedimento amplia o espaço subacromial por vídeo.

Recuperação e reabilitação

No tratamento conservador, a melhora da dor costuma vir antes da melhora da função — manter o programa após o alívio inicial é o que evita a recidiva.

O retorno às atividades acima da cabeça é progressivo e guiado por tolerância, não por tempo fixo.

Quando há cirurgia, a movimentação é iniciada cedo, já que o objetivo é justamente evitar rigidez.

Quando procurar um especialista

  • Dor no ombro que não melhora após duas a três semanas de repouso relativo
  • Dor que atrapalha o sono de forma recorrente
  • Perda de força associada à dor
  • Episódios repetidos de tendinite no mesmo ombro

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Revisado por Dr. José Inácio, CRM-DF 16891 · RQE 12355.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre tendinite e bursite do ombro

As perguntas que mais aparecem na consulta sobre este tema.

Qual a diferença entre tendinite e bursite do ombro?

Tendinite é a inflamação do tendão; bursite é a inflamação da bursa, a bolsa que reduz o atrito entre o tendão e o osso. Como as duas estruturas dividem o mesmo espaço apertado sob o acrômio, é frequente que inflamem juntas — e o tratamento inicial das duas é bastante parecido.

Bursite no ombro tem cura?

O quadro inflamatório costuma ser controlado com tratamento conservador bem conduzido. A questão central é identificar o que sobrecarregou a bursa: quando a causa mecânica não é corrigida, o sintoma tende a retornar. Por isso a reabilitação trata o movimento, não apenas a inflamação.

Posso continuar treinando com tendinite no ombro?

Em geral sim, com adaptação. Retirar os movimentos que provocam dor e manter os demais é preferível ao repouso completo, que enfraquece o ombro e atrasa a recuperação. A adaptação deve ser definida junto ao médico e ao fisioterapeuta.

Infiltração no ombro é prejudicial?

Usada com critério, indicação correta e em número limitado, a infiltração é um recurso seguro para controlar a dor e viabilizar a reabilitação. O que se evita é a repetição indiscriminada, sem programa de fisioterapia associado, porque isso apenas mascara o problema mecânico.

Dormir de que lado com bursite no ombro?

Costuma ser mais confortável deitar sobre o lado saudável, com um travesseiro apoiando o braço afetado à frente do corpo, ou de barriga para cima com uma pequena almofada sob o cotovelo. O objetivo é evitar a compressão direta e a posição de braço pendente.

Tratamentos relacionados

Condições que costumam aparecer junto

Quadros com sintomas próximos ou que compartilham a mesma estrutura anatômica.

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