Especialidade
Cirurgia de ombro e cotovelo em Brasília
A cirurgia do ombro e do cotovelo é a subespecialidade da ortopedia dedicada às lesões do membro superior que limitam o movimento do braço: manguito rotador, instabilidade, tendinopatias, rigidez, artrose e as condições do cotovelo, como epicondilites e compressões nervosas. Em Brasília, o Dr. José Inácio atende essa área com especialização pela UNIFESP e atuação como preceptor de fellows. A conduta começa sempre pela opção menos invasiva que resolve o caso, e a cirurgia é indicada quando o tratamento conservador não é suficiente ou quando a lesão já nasce com indicação operatória.
Como é a avaliação
Diagnóstico primeiro, conduta depois
O ombro é a articulação mais móvel do corpo e o cotovelo, uma das mais propensas a enrijecer. Essa combinação faz do membro superior um território em que o diagnóstico preciso vale mais do que a técnica cirúrgica: a mesma dor lateral no ombro pode ser tendinopatia, impacto, ruptura do manguito ou capsulite inicial, e cada uma pede um caminho diferente.
Por isso a avaliação combina exame clínico detalhado — teste a teste, tendão a tendão — com a leitura criteriosa dos exames de imagem. É esse cruzamento que separa o achado incidental da causa real da queixa, e é ele que define se o caso se resolve com reabilitação dirigida ou se há indicação cirúrgica.
O que orienta o atendimento
Diferenciais no seu atendimento
Diagnóstico antes da conduta
Exame clínico somado à leitura de ressonância e ultrassonografia para identificar exatamente qual estrutura está comprometida.
Conservador como primeira escolha
Quando a reabilitação dirigida resolve, ela é o tratamento. A cirurgia entra quando há indicação clara, não por padrão.
Técnicas minimamente invasivas
Artroscopia quando indicada: portais de poucos milímetros, menor agressão aos tecidos ao redor e reabilitação iniciada mais cedo.
Acompanhamento até a alta
Retornos programados com metas objetivas de amplitude e força, até o membro recuperar função para o que o paciente precisa fazer.
Tratamentos
Condições e procedimentos atendidos
Cada página traz sintomas, causas, como é feito o diagnóstico e as opções de tratamento, do conservador ao cirúrgico.
Ombro
Lesão do manguito rotador
O manguito rotador é o conjunto de quatro tendões que estabiliza o ombro e permite levantar e girar o braço. A lesão acontece quando um desses tendões inflama, desgasta ou rompe — por sobrecarga repetida, envelhecimento do tendão ou trauma. O sinal mais característico é dor ao elevar o braço acima da cabeça e dor noturna ao deitar sobre o lado afetado. O diagnóstico combina exame clínico com ultrassonografia ou ressonância magnética, e o tratamento varia da fisioterapia orientada ao reparo por artroscopia, conforme o tamanho da lesão, a idade e a demanda funcional do paciente.
Ver tratamentoTendinite e bursite do ombro
Tendinite do ombro é a inflamação e a degeneração de um tendão do manguito rotador, mais comumente o supraespinhal. Bursite é a inflamação da bursa subacromial, a bolsa que amortece o deslizamento desse tendão sob o acrômio. As duas costumam aparecer juntas e provocam dor na face lateral do ombro, que piora ao levantar o braço e ao deitar sobre o lado afetado. O tratamento é conservador na grande maioria dos casos: reabilitação dirigida, ajuste de carga e controle da inflamação.
Ver tratamentoSíndrome do impacto do ombro
A síndrome do impacto do ombro ocorre quando os tendões do manguito rotador e a bursa são comprimidos contra o acrômio durante a elevação do braço. O resultado é dor entre 60 e 120 graus de elevação — o arco doloroso —, com piora em atividades acima da cabeça. A compressão pode vir do formato do acrômio, de um desequilíbrio no controle da escápula ou do próprio espessamento inflamatório dos tecidos. O tratamento é conservador na maioria dos casos, e a descompressão por artroscopia fica reservada aos quadros resistentes.
Ver tratamentoOmbro congelado (capsulite adesiva)
Ombro congelado, ou capsulite adesiva, é a inflamação e o espessamento progressivo da cápsula articular do ombro, que se retrai e limita o movimento em todas as direções. A característica que o distingue de outras dores de ombro é a perda de movimento também quando outra pessoa tenta mover o braço — a chamada limitação passiva. Evolui em fases (dor, rigidez e degelo) e tem forte associação com diabetes e alterações da tireoide. O tratamento é conservador na maioria dos casos, com fisioterapia dirigida e controle da dor.
Ver tratamentoLuxação e instabilidade do ombro
A luxação do ombro acontece quando a cabeça do úmero sai completamente da glenoide, a superfície da escápula que forma a articulação. Como o ombro é a articulação mais móvel do corpo, ele também é o que mais luxa. Após o primeiro episódio, as estruturas que seguravam a articulação — em especial o lábio glenoidal — costumam ficar lesionadas, o que gera instabilidade: a sensação recorrente de que o ombro vai sair do lugar. O risco de novos episódios é maior em pacientes jovens e atletas, grupo em que a correção cirúrgica é mais frequentemente indicada.
Ver tratamentoArtrose do ombro
A artrose do ombro, ou omartrose, é o desgaste progressivo da cartilagem que reveste a cabeça do úmero e a glenoide. Sem essa camada de deslizamento, osso passa a atritar contra osso, o que produz dor profunda, rigidez e crepitação durante o movimento. Pode ser primária, ligada ao envelhecimento, ou secundária a fraturas, luxações de repetição e lesões extensas e antigas do manguito rotador. O tratamento inicial é conservador, e a artroplastia é considerada quando a dor e a limitação comprometem a vida diária.
Ver tratamentoLesão SLAP e do tendão do bíceps
A lesão SLAP é o descolamento da porção superior do lábio glenoidal, no ponto exato em que o tendão da cabeça longa do bíceps se ancora dentro do ombro. Provoca dor profunda na frente do ombro, estalos e perda de potência em gestos de arremesso ou de levantamento acima da cabeça. É frequente em atletas de arremesso e em quem faz treino de força, e também aparece após quedas com o braço estendido. O tratamento começa conservador, e a conduta cirúrgica varia entre reparo do lábio e procedimentos sobre o próprio tendão do bíceps, conforme idade e demanda.
Ver tratamentoTendinite calcária do ombro
A tendinite calcária do ombro é o depósito de cristais de cálcio dentro de um tendão do manguito rotador, mais frequentemente o supraespinhal. Sua marca é a dor que pode surgir de forma súbita e desproporcional, muitas vezes sem trauma, chegando a impedir qualquer movimento do braço na fase aguda. O depósito tende a passar por ciclos e pode ser reabsorvido pelo próprio organismo. O tratamento é conservador na maior parte dos casos, com controle da dor, fisioterapia e, quando indicado, procedimentos para remover ou fragmentar o depósito.
Ver tratamentoArtroscopia de ombro
A artroscopia de ombro é uma técnica cirúrgica em que uma câmera de poucos milímetros e instrumentos finos são introduzidos na articulação através de pequenos portais na pele. Ela permite diagnosticar e tratar lesões do manguito rotador, do lábio glenoidal, da bursa e do tendão do bíceps sem abrir amplamente o ombro. Comparada à cirurgia aberta, costuma envolver incisões menores, menos agressão aos tecidos ao redor e menos dor no período inicial. A indicação depende da lesão específica, e nem toda condição do ombro é tratável por essa via.
Ver tratamentoPrótese de ombro (artroplastia)
A artroplastia do ombro substitui as superfícies articulares desgastadas por componentes protéticos, com o objetivo de reduzir a dor e recuperar função. Existem dois grandes tipos: a prótese anatômica, que reproduz a geometria original e depende de um manguito rotador funcionante, e a prótese reversa, que inverte a articulação para que o músculo deltoide assuma a elevação do braço — indicada quando o manguito está irreparável. A escolha depende do estado dos tendões, do desgaste ósseo, da idade e da demanda funcional de cada paciente.
Ver tratamento
Cotovelo
Epicondilite lateral (cotovelo de tenista)
A epicondilite lateral, conhecida como cotovelo de tenista, é a degeneração dos tendões extensores do punho no ponto em que se inserem na face externa do cotovelo — principalmente o extensor radial curto do carpo. A dor aparece na parte de fora do cotovelo e piora ao segurar objetos, apertar a mão, girar maçanetas ou levantar um copo. Apesar do nome, a maioria dos pacientes não pratica tênis: a causa mais comum é a sobrecarga repetida em atividades de trabalho e do dia a dia. O tratamento é conservador na grande maioria dos casos.
Ver tratamentoEpicondilite medial (cotovelo de golfista)
A epicondilite medial, ou cotovelo de golfista, é a degeneração dos tendões flexores e pronadores do antebraço no ponto em que se inserem na face interna do cotovelo. A dor se concentra na parte de dentro da articulação e piora ao fechar a mão com força, girar o antebraço ou carregar peso com a palma voltada para cima. É menos frequente que a epicondilite lateral e pode vir acompanhada de sintomas do nervo ulnar, que passa logo atrás dessa mesma região. O tratamento é conservador na maioria dos casos.
Ver tratamentoBursite do cotovelo
A bursite do cotovelo é a inflamação da bursa olecraniana, uma bolsa localizada logo sob a pele, na ponta do cotovelo. O sinal mais visível é um inchaço arredondado e bem delimitado nessa região, que pode ser indolor ou vir acompanhado de dor, calor e vermelhidão. As causas mais comuns são apoio repetido do cotovelo em superfícies duras, trauma direto, doenças inflamatórias e infecção. Diferenciar a bursite inflamatória da infecciosa é a prioridade da avaliação, porque as duas têm tratamentos completamente distintos.
Ver tratamentoSíndrome do túnel cubital
A síndrome do túnel cubital é a compressão do nervo ulnar no túnel que ele atravessa atrás da face interna do cotovelo. Provoca formigamento e dormência nos dedos anelar e mínimo, com piora quando o cotovelo fica dobrado por muito tempo — falar ao telefone, dirigir ou dormir com o braço flexionado. Em quadros mais avançados, surge perda de força de pinça e da destreza fina da mão. O tratamento começa com medidas comportamentais e órtese noturna, e a descompressão cirúrgica é indicada quando há progressão ou perda motora.
Ver tratamentoRuptura do bíceps distal
A ruptura do tendão distal do bíceps é o desprendimento do tendão de sua inserção no rádio, no cotovelo. Costuma ocorrer em um episódio único e bem lembrado pelo paciente: um esforço súbito de levantamento com o cotovelo dobrado, acompanhado de estalo, dor aguda e, em seguida, mudança no contorno do braço. A perda funcional mais marcante é a força de supinação — girar o antebraço para virar a palma para cima. É uma lesão em que a avaliação precoce importa, porque o reparo tende a ser tecnicamente mais favorável nas primeiras semanas.
Ver tratamentoRigidez do cotovelo
A rigidez do cotovelo é a perda de amplitude de movimento para esticar, dobrar ou girar o antebraço. O cotovelo é uma das articulações mais propensas a enrijecer do corpo: sua cápsula reage intensamente a trauma, cirurgia e imobilização, formando tecido cicatricial que limita o movimento. Como muitas atividades diárias exigem uma faixa específica de flexão e extensão, perdas relativamente pequenas já produzem limitação funcional importante. O tratamento vai da reabilitação dirigida à artrólise, cirurgia que libera as estruturas retraídas.
Ver tratamentoArtrose do cotovelo
A artrose do cotovelo é o desgaste da cartilagem articular acompanhado da formação de osteófitos nas bordas da articulação. Diferente da artrose de joelho e quadril, ela é menos comum e, com frequência, decorre de trauma prévio ou de uso pesado e repetido do membro superior. A queixa típica não é dor constante, e sim dor nos extremos do movimento, perda progressiva da extensão e episódios de travamento causados por corpos livres. O tratamento inicial é conservador, e a cirurgia é indicada conforme o padrão do desgaste e a limitação funcional.
Ver tratamentoLuxação e instabilidade do cotovelo
A luxação do cotovelo é a perda completa do contato entre as superfícies articulares, geralmente após queda com a mão apoiada e o cotovelo em extensão. É a segunda articulação que mais luxa em adultos, atrás apenas do ombro. Pode ser simples, quando envolve apenas ligamentos, ou complexa, quando vem acompanhada de fraturas — situação de prognóstico mais reservado. Depois da redução, o desafio é equilibrar estabilidade e movimento precoce, porque o cotovelo enrijece com facilidade quando imobilizado por muito tempo.
Ver tratamento
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre cirurgia de ombro e cotovelo
Quando procurar um especialista em ombro e cotovelo?
Quando a dor persiste por mais de duas a três semanas sem melhora, quando há perda de força ou de movimento, quando a dor atrapalha o sono de forma recorrente, ou depois de um trauma com deformidade. Também vale a avaliação especializada quando um tratamento anterior não trouxe resultado.
Qual a diferença entre ortopedista geral e especialista em ombro?
O ortopedista geral trata o aparelho locomotor como um todo. O especialista em ombro e cotovelo dedica a prática às lesões do membro superior e realiza formação adicional específica — no caso, especialização pela UNIFESP —, o que traz familiaridade maior com o diagnóstico diferencial e com as técnicas dessa região.
Toda dor no ombro precisa de ressonância?
Não. Boa parte dos quadros é definida pelo exame clínico associado a radiografia e ultrassonografia. A ressonância é solicitada quando muda a conduta — por exemplo, para medir a extensão de uma ruptura quando o reparo cirúrgico está em discussão.
Preciso levar exames na primeira consulta?
Se já tiver exames de imagem do ombro ou do cotovelo, leve — incluindo os arquivos e laudos anteriores, que ajudam a comparar a evolução. Caso não tenha nenhum, a avaliação começa pelo exame clínico e os exames necessários são solicitados a partir dele.
Agendamento
Vamos avaliar o seu caso com calma
Informe seu nome e telefone e a conversa começa no WhatsApp, com a equipe do consultório.
- Avaliação com especialista em ombro, cotovelo e traumatologia
- Explicação clara do diagnóstico e das opções de tratamento
- Acompanhamento do pós-operatório até a alta


